Nos países frios é normal haver férias a cada três meses para as pessoas poderem viajar, ir até um destino quente e quebrar a onda depressiva das temperaturas desumanas.
Assim funciona no Canadá, e na primeira semana de Março há uma pausa. Andavamos nós a tentar escolher um destino exótico, daqueles que seriam caríssimos feitos a partir da Europa, mas bastante barato partindo dos USA. Algumas das opções eram Haiti, Jamaica, Costa Rica ou Porto Rico. Mas sem dúvida que o Haiti era o destino que mais me fascinava.
Até que ontem fomos abaladas pelas notícias do fortíssimo sismo que se fez sentir em Port-au-Prince, capital do Haiti. O sismo foi de tal forma forte que se sentiu em Cuba.
Tudo que li sobre o Haiti, é concordante no facto de que, apesar de extremamente pobre, o país tem uma beleza natural maravilhosa assim como fantásticas praias, não fizesse parte das Caraíbas. No entanto, o país descoberto pelo português (ou não) Cristovão Colombo vive abaixo do limiar de pobreza, sendo o país mais pobre de toda a América.
E é sempre nos países mais pobres que acontecem as maiores desgraças:
Port-au-Prince foi ontem abalado por um sismo de 7.0 na escala de Richter. Considerado como o pior sismo do século, deixou o já pobre país mergulhado no caos.
Os estragos são incalculáveis e o número de vítimas impossível de determinar. França, Brasil, Venezuela, Estados Unidos... estão a enviar toda a ajuda humanitária possível.
A única coisa boa que aconteceu foi não ter havido tsunami, as Caraíbas chegaram mesmo a estar em alerta, mas pelo menos foram poupados de uma limpeza feita pela força do mar. Os números são assustadores, fala-se em centenas de milhares de mortos. E numa cidade totalmente destruída.
Um país que podia crescer graças ao turismo, tem agora que começar do zero, e com a miséria nas ruas... Não há justiça neste mundo!



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